Falta vontade política para se evitar os alagamentos em Vitória

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Comércio fechando as portas. Pessoa correndo o risco de pegar leptospirose com o pé na água suja. Carros danificados. Trânsito caótico. Muitos prejuízos. Lendo essa descrição você pode se imaginar um cenário de guerra, mas esse é só um resumo da situação do centro de Vitória de Santo Antão na manhã da terça-feira (24/05).

 

De acordo com o boletim pluviométrico emitido pela Agência Pernambucana de Águas e Clima (APAC-PE) no dia 24 de maio de 2016 choveu 6,8 mm em Vitória de Santo Antão. Bem longe da maior chuva registrada no mesmo dia na região da Zona da Mata, que foi de 55 mm no município de Itaquitinga. Ou seja, nem choveu tanto assim, mas quem tem a obrigação de atuar na prevenção de todos esses contratempos costuma livrar-se da culpa pelos transtornos causados.

 

“Como Vereador todos os anos a gente alerta ao poder público municipal da necessidade de realizar pelo menos medidas paliativas para evitar todos os transtornos e prejuízos para os comerciantes do centro e para a população de modo geral, que se vê encurralada diante de tanta água. Só podemos concluir que falta vontade política de resolver isso”, lamenta o Professor Edmo Neves.

 

De acordo com o vereador, esses avisos são de forma oficial por meio de requerimentos, como o n°200/2013 que pediu a instalações de coletores de lixo na área da feira livre da cidade, o que evitaria o entupimento das galerias.  O de n° 091/2014 alertava a prefeitura da necessidade de um projeto mais amplo, um projeto para criação de uma  força-tarefa de monitoramento de áreas críticas e obras estruturais de prevenção dos efeitos das chuvas do inverno que se aproxima.

 

No ano seguinte, em 2015, o requerimento n° 271/2015 lembrou que são necessárias ações  de prevenção para os efeitos do inverno, com a limpeza das galerias do centro comercial. “Nenhum desses requerimentos foram respondidos pelo Poder Público Municipal ao nosso gabinete nem também vimos essas ações serem feitas. Por isso repetimos: não foi por falta de aviso!”, reitera o vereador.

 

A previsão para esta quarta-feira (25) e quinta-feira (26), de acordo com a Apac é de mais chuvas para a região da Mata Sul, a intensidade é moderada – que varia de 20 a 40 mm, um pouco a mais do que o que foi previsto para a terça-feira.

 

Dá pra fazer – Em Paulínia, município de 100 mil habitantes no interior de São Paulo, a prefeitura conseguiu fazer um eficiente plano de prevenção a enchentes. A cidade é cortada pelo Rio Jaguari que costumava alagar em período de chuvas.  O plano consiste em varias ações, como a instalação de um pluviômetro, treinamento para os moradores para usar o aparelho e simultaneamente notificar a Defesa Civil. Ao longo do rio foram instalados réguas de medição e as residências estão sendo visitadas com orientações importantes sobre como realizar em tempo mínimo possível, a desocupação emergencial em decorrência de uma grande cheia do rio.